Kinder Kampus - Educação Infantil Bilingüe - Kampus School

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  Quarta, 8 de Setembro de 2010 07:21h

 

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Kinder & Kampus na mídia!!!

Take a look: estamos no JT do dia 3 de maio!!!!

Seguem as fotos e a matéria.

 

Nova família muda Dia das Mães

Escolas transformam homenagens por conta das alterações na estrutura familiar

Mônica Pestana, monica.pestana@grupoestado.com.br

Homenagens às mães no mês de maio e aos pais em agosto já não são mais obrigatórias nas escolas infantis. Para se adaptar aos laços familiares no estilo ‘colcha de retalhos' - com famílias que passam por divórcios, mais de um casamentos ou perda dos pais - uma opção adotada pelas escolas é deixar de lado a data comercial e optar por festas que reúnam pessoas que são referência para a criança.

"Começamos a perceber que a estrutura familiar estava se modificando", explica a coordenadora de ensino e eventos da escola bilíngue Kinder Kampus, Eloísa Monteiro. Ela considera que todas as pessoas importantes para a criança são bem-vindas no evento chamado dia da família, ou family day, que substitui a comemoração do dia das mães e dos pais.

No colégio franciscano Pio XII, a festa familiar é adotada há dois anos e substitui a comemoração dos pais e das mães. Entre as atividades programadas para o dia 22 de maio estão passeios ciclísticos, troca de figurinhas da Copa e piquenique com a família.

Já o colégio Santa Maria optou por comemorar o dia das mães, dos pais e o dia da família com atividades realizadas aos sábados. "No início do ano, mandamos um cronograma com as datas das atividades para os pais se programarem", diz a orientadora do jardim I e II, Paula Bacchi. Este ano, ela adianta que as crianças farão cestinhas de piquenique na aula de educação artística para levar para casa e trazer recheada no dia da comemoração familiar.

Outras escolas, como o colégio Humboldt, mantêm a comemoração tradicional convidando as mães a participar de atividades com os filhos. "Se a mãe não puder comparecer, a criança pode trazer outro familiar", explica a coordenadora da educação infantil Mariane Pischos.

Atividades envolvendo teatro, educação física e até culinária fazem parte do programa. "Não priorizamos o presente, mas sim o momento do ‘fazer junto', que é muito importante", explica.

Segundo Eloísa, da escola Kinder Kampus, a ideia de que a formação ‘quadradinha' das famílias mudou foi percebida através das situações de constrangimento das crianças que não tinham os pais presentes no dia. "O que os familiares mais querem é ver a criança aqui, mostrando o que está aprendendo na escola."

A flexibilidade proposta pela festa é bem vista pelos familiares, como Leila Regina Camera, avó de Vitor, de 4 anos. A mãe do estudante não pode comparecer aos eventos pela rotina do trabalho. "É gostoso, porque integra a criança no ambiente dela", conta Leila. "Como é mais difícil a mãe dele comparecer, eu vou e são momentos muito agradáveis."

A proposta de interação também é seguida em colégios como o Augusto Laranja, que no dia das mães terá atividades como teatro de sombras e confecção de cartões e caixinhas de madeira com receitas de biscoitinhos para fazer junto com a mãe. "É um momento muito especial na educação infantil, geralmente as mães ficam muito emocionadas", conta a coordenadora Silvia Aparecida Stefano Leite.

Para o professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Lino de Macedo, a ideia de realizar uma festa da família é interessante, se o tema for trabalhado dentro do seu nível de complexidade. "Se for uma oportunidade para as crianças compreenderem que outras crianças vivenciam situações parecidas, na qual não há uma constituição (familiar) tradicional, acho válido", afirma.

Além da situação de crianças que têm famílias com mais de um casamento ou com casos de separações, existem as que lidam com a perda dos pais. "Nesses casos, a sinceridade e a realidade são a melhor solução sempre, além de lidar de um modo respeitoso e delicado." Para ele, a escola tem que gerenciar pedagogicamente a multiplicidade de casos. "A criança não tem mais uma única referência, agora são várias e a escola não pode ignorar isso."

Macedo lembra que a ideia de festa familiar remetia antigamente à religiosidade. "A religião católica e outras religiões valorizam muito a instituição familiar, mas aos poucos as comemorações se tornaram laicas e comerciais."

 

 




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